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quarta-feira, 3 de junho de 2009

Meu "eu" quis falar

Por que em determinados momentos somos coibidos pelo medo, pela repressão, por pré-conceitos, e sobretudo pelas convenções sociais que nos afastam das pessoas que queremos nos relacionar? Talvez, eles não entendam que o amor tem várias faces e se manifesta de maneiras distintas. Ás vezes, contemplamos minutos, horas ou dias com um companheiro(a) que parecem eternos, só que os tic-tacs de um relágio assombram e hesitam alguns atos, pois os dois corpos sabem que seu tempo de euforia, "de gozar" o momento que parecia infinito se esvai, e novamente chega a despedida - a dor do parto - em que o feto é expulso de seu lar aconchegante e com calor de mãe proveniente dos líquidos que o fazia flutuar dentro da placenta, que agora os mesmos o expelem para fora do útero. A dor é abrir os olhos e encarar o novo, o frisson que me faz urrar e acordar num choro de vida e de medo!

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